Escritos sobre aquelas horas em que se pensa um monte de coisas e não se pensa em nada... Em que se vai às nuvens, sem tirar os pés do chão...
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Nem carta, nem botão, nem selo... só uma manchete de jornal...
que cola o selo
envia a carta por e-mail
que embola o pêlo
que assento não tem mais
nem circunflexo, nem agudo
nem musical ou cinema mudo
costura-se o botão
da casa da camisa bonita
borda-se a ponto cruz
como quando aprendeu com a tia
no aniversário de oito anos
constrói galinheiro com o pai
suja na fazenda, correndo das galinhas
e vende-se casa
que casa na igreja
que badala o sino quebrado
na praça ou no centro
no parque, o pato
cocada de coco queimado
e já se pode ver as manchetes do jornal:
tem gente vendendo sonho
a preço de banana
na porta do quintal
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