sexta-feira, 25 de maio de 2012

Não me faz falta

Seus olhos fixos nos meus
Meus olhos, agora, não mais seus
Por muito tempo, eles olharam
Por dentro, sem lágrimas, eles choraram
Fizeram companhia a outros olhos
Presos também a alguém
No escuro, no embalo da música, os olhos se acham
Dois pares, como sempre, algo no plural
Algo informal, algo anormal
Agora, um dos pares se foi
Firme no caminho que decidiu seguir
Sem rancor, raiva, medo ou pavor
Mas certos da certeza de ir
Deixando pra trás qualquer coisa diferente pra sentir
Meus olhos não brilham mais neste escuro
Meus olhos não procuram mais pelos seus
Nem meus ouvidos tentam mais te escutar
Nem meus pés dançam mais por suas notas
É isso, foi-se o tempo de anedotas
E agora, tantas palavras, só pra dizer que deixei de querer
E isso não me faz falta nenhuma
Nem me dá saudade ou dor alguma 



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