No fim, tudo que foi ficou menor
Tudo que era bom, ficou pior
Tudo que eu quis, em você se perdeu
Tudo que você quis em mim, esqueceu
Olhar e ver que acabou
Sentindo o alívio do que terminou
Nada me impede de ir
Nem mesmo aquilo que ficou
Nada, pouco, insuficiente
Nos olhos parados, encarados eu mantive
Olhando os seus, fixos nos meus
Pela primeira vez, firme na decisão que tomei
Na escolha que fiz e te deixei
Sinto que findou
Me despeço do que eu me tornei
Digo oi ao que sou
Melhor, não pior do que sei ser
Hoje está claro, tudo, posso ver
E hoje, outra vez, nada poderá me impedir
De tapar os ouvidos quando a música tocar
Desligar som, esquecer o tom
A música, sua voz, sem nós, sem você
Depois da esperança perdida, da noite sofrida
Das ligações, previsões, sensações
Hoje, estou certa, e preciso dizer, lembrei de esquecer você
E, surpreenda-se, isso não dói
Doeria antes, agora, não mais
Te ver não mais me satisfaz
Não quero mais, nada mais
Hoje, ontem, amanha, ou anteontem
Não importa
A história embalada no seu som, hoje está morta
Não sinto pesar, cansei de tentar
Hoje eu sigo, pode deixar
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