E tudo acabou da mesma maneira que começou, repentinamente, sem maiores entendimentos e sem porquês... Com uma batida de porta, sem força alguma, e sem firmeza nas mãos... Ela prometeu ser feliz, Ele disse que era feliz... E realmente era... do jeito que Ele sabia. Ela faria qualquer coisa que estivesse ao seu alcance para vê-lo bem, até mesmo dizer que não se importava com o que Ele dizia, que seria melhor assim, que ficaria bem. Mesmo após experimentarem as coisas mais inusitadas, mais loucas, mais deliciosas que poderiam experimentar, Ela jamais diria algo que pudesse pesar sobre os ombros Dele. Não depois de tudo que foi vivido com tanta leveza, tanta doçura e tantos sorrisos oculares... Não Ela, não com Ele... Ela também não pediria pra ficar, pra Ele não ir, ou para mudar de ideia, não seria justo...
Ele a chamou de mimada, e ainda assim, também a mimou... Ela o chamou de estranho, mas até leu o que não gostava para agradá-lo... Ele comeu o que não gostava pelo prazer da companhia Dela, Ela comeu pouco, só para não assustá-lo... Ele cuidou (e como Ela se sentiu cuidada), paparicou e mimou. Ela adorou fazer cafuné, dar colo, fazer carinho a Ele... Eles foram capazes de suprir ambas as necessidades, de um modo rápido, natural e INCRÍVEL (não há adjetivo mais apropriado)!!! Porém, agora, não seria mais possível, era hora de dar tchau às saudades intermináveis e vontade de beijo, aos encontros enumerados, aos planos impossíveis, às conversas e, principalmente aos bons pensamentos antes de dormir... Simplesmente era hora de dizer adeus à tudo, tudo que havia sido mesmo... tudo! E o telefone não mais tocaria, as conversas não mais aconteceriam e os momentos não mais existiriam.
Ela levará sempre as doces palavras Dele, de carinho de confusão e de admiração. Ela prometeu nunca esperar mais do que Ele pudesse oferecer, e cumpriu e cumpriria sempre, mesmo que o “sempre” tenha acabado. Em outros tempos, talvez, eles seriam muito felizes, isso com toda certeza, pois o bem que alguém nos faz é atemporal, "acircunstancial" e "acontingêncial"... É apenas BEM!!! Com certeza, se Ela pudesse, guardaria tudo, tudinho, muito bem guardado, nos melhores “atalhos mentais”, da memória de curto, médio e longo prazo. E depois de tudo, Ela não ligaria, não o procuraria, mesmo que sofresse, mesmo que sentisse saudades, mesmo que doesse, mesmo que quisesse...
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