sábado, 21 de abril de 2012

O banco

O banco ali, parado, de tudo um pouco já viu
Viu a tristeza da moça que ao lado chorava
E a audácia do rapaz que seu coração partiu
Viu a inocência nos olhos da criança que ali perto brincava
A mesma que cresceu e se esqueceu que sonhava
Viu sonhos se despedaçarem, outros começarem
Viu a chuva regar, antes de a primavera iniciar
Viu as folhas caírem e o outono chegar
Viu no frio um prelúdio do que traria o calor
Viu no sereno o toque do que seria o amor
Viu cada coisa que por perto acontecera
Mas, daquele dia jamais se esquecera
A proposta de rolar na grama e virar farofa de formiga
E a felicidade chegando como mais uma amiga
A vontade de gritar e os braços abrir
Quando mais nada avistar, e só com os olhos sorrir

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