sábado, 9 de agosto de 2014

Escafandrista

a crescer à espera do sempre
receoso do novo que lhe é dado
como sempre
o medo, também herdado

olhou-lhe nos olhos
retirou-se os fiapos
como quem chora ao sorrir
de emoção bonita, os guapos

feriu-se de amor
como quem sorri de dor
respira-lhe ofegante
como quem lhe vê brilhante
a lua minguante

debruçou-se
no parapeito dos sonhos
caiu no sono
abriu os olhos sem acordar
com serenidade
continuou a sonhar

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