segunda-feira, 2 de julho de 2012



"Ela sorri com os olhos, acho bonitinho" disse Ele num tom suave como uma flauta doce a alguém, sobre alguém. Esse foi o início da conversa sobre olhos e bocas (que na verdade, é sempre assunto...). E as bochechas Dela se ruborizaram, com a facilidade de sempre, transpondo o blush que normalmente usa.

"Os olhos são expressivos", Ele concordou. Ela, outra vez, embaraçada, então, ficou. E ali, talvez, como antes não tivesse notado, não Ela, não Ele, os olhos (então o assunto principal da conversa) brilharam de um jeito mais brilhante que o brilho das estrelas  presentes naquela noite fria.

"Ei, cara de pudim!", disse Ela com o olhar mais doce que Ele já havia visto, e Ele com aquele sorriso, tão doce quanto os olhos Dela, respondeu com uma piada qualquer. Ela gargalhou. Como ri fácil essa menina. É Ele. É Ela. São Eles. E só.

Ela dormiu com as palavras Dele sussurrando ao seu ouvido, Ele dormiu com as palavras Dela atrapalhando seu sono.

E a noite passaria, o dia chegaria e seria outro. Outra vez. E Ela, nascida em 1986, nunca esqueceria aquelas palavras e outras, mesmo que em 3016, Ela não esqueceria.  Ela não esquece.

E no dia seguinte, a felicidade acordaria cedo, pronta pra mais um dia feliz. Um dia comum, com uma rotina comum, mas sem planos, nem enganos, nem dores ou tumores, apenas a felicidade que se sente ao lado do bem que é bom.

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