segunda-feira, 4 de junho de 2012

Acordo cedo
Esfrego os olhos
Viro pro lado
Cubro meu rosto
Tento enganar meu sono
Meus bocejos
Desejo que ainda não seja dia
Torço para ainda ter horas
A finco pra dormir
Engano meu
Pobre de mim
Minhas noites têm sido curtas
estreitas
A tatuagem na minha nuca
Por vezes, me engana
Na maioria das vezes, me surpreende
A luz se acende
É dia, sem remédio
sem tempo pra acordar
Sem horas pra continuar
Deitada
amordaçada num sono sem fim


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