Acordo cedo
Esfrego os olhos
Viro pro lado
Cubro meu rosto
Tento enganar meu sono
Meus bocejos
Desejo que ainda não seja dia
Torço para ainda ter horas
A finco pra dormir
Engano meu
Pobre de mim
Minhas noites têm sido curtas
estreitas
A tatuagem na minha nuca
Por vezes, me engana
Na maioria das vezes, me surpreende
A luz se acende
É dia, sem remédio
sem tempo pra acordar
Sem horas pra continuar
Deitada
amordaçada num sono sem fim
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