Então, de repente, não mais que de repente, percebeu o quanto aquilo era bom... Sem explicações, sem rodeios, era bom... Mesmo que ir fosse dolorido, ficar não fosse permitido, era bom... E pensou, repensou, suspirou e acreditou, era bom... Ainda que fosse inútil explicar, impossível entender, era bom, extraordinariamente bom... Racionalmente sem sentido nenhum, era bom ser bom. Não havia facilidade, nem vaidade, nem caridade, era só bom. Não no sentido pejorativo da palavra, mas, no sentido mais doce, mais único (como se fosse possível, ser mais único do que único), mais especial, era bom... E era bom, cada vez mais, cada dia mais, cada segundo mais, era bom! Bom pra quem não se sabe, sem especificações, é verdade, mas era bom... No fundo, sabia que era bom... E ser bom, era o suficiente para ser ótimo... Como estar quase certo da certeza!
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