Foi quando me vesti de ti, que minhas vestes de mim se separaram
Não eram mais panos, eram em mim, sabor
Sabor dos beijos que me fizeram (e fazem) tua
Que nos faz dividir a cama todos os dias, à escolha nossa
Que outrora, quando bonita, nos olhamos à lua
Ao som de pássaros e cantos e palavras bonitas, que se fazem bossa
E quando me despir, será para me vestir de pele
A pele enrugada, aos anseios, antes madrugada
Com manchas de um passado por qual se lembrar
De nossas vestes, antes juventude, no passar do calendário, serão lembranças vividas
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