segunda-feira, 14 de abril de 2014

Brasília, dois mil de 2014, dia de hoje


não fui escrito quando você era barriga
nem quando nasceu
minhas linhas estão surgindo dia a dia, 
desde quando você cresceu

você, que tem metade dos anos dos dedos que me escrevem agora
e o amor em dobro do que o tempo poderia marcar
tem os olhos claros como o dia deve ser
com pintinhas no rosto, como as nuvens lá no céu

você ainda não cresceu até o fim
se assim posso dizer
você ainda há de crescer, sem mim
e mais letras irei escrever
em linhas de tempo, com um por do sol no final
e um amanhecer bonito, como o da foto no mural

e um amor do tamanho do céu da rua
não há como se acabe, com o sol ou com a lua
a rua, de infinito tamanho
seja minha data ou seja data sua
mesmo eu com meu cabelo castanho


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