sábado, 16 de novembro de 2013

Tinha um vestido e um cabide

no vestido, vestida, eu
no cabide, pendurado, ele
com a camisa bonita
que lhe dei de presente
na última primavera
o ferro, em pé na sala
à espera de desamassar
panos amarrotados
com marcas de abraços
sapato com sola de borracha
suja o chão da sala
a tevê, programada, liga
susto eu levo
hora de sair



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