Sem rastros nas letras escritas no passado
Sem ruídos nas músicas cantadas ao som do rádio
Sem linhas de rabiscos dos desenhos antigos
Nada denunciava o prelúdio das bem-aventuranças
Nada estava escondido dentro da caixinha de música
Estava vazio o baú quebrado
Nada estava riscado nas páginas amarelas do diário
com cadeado
Nada estava, nem lá, no fundo falso do armário trancado
Estava aqui no presente, ainda futuro
Sem saber-se distante
Nos traços a serem riscados no papel de hoje
Nas letras a serem escritas dos poemas de hoje
Nas notas cantadas das melodias das músicas de hoje
A procura que se cessa agora é o encontro esperado de antes
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