terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Não estava perdido. Estava guardado.

Sem rastros nas letras escritas no passado
Sem ruídos nas músicas cantadas ao som do rádio
Sem linhas de rabiscos dos desenhos antigos

Nada denunciava o prelúdio das bem-aventuranças
Nada estava escondido dentro da caixinha de música
Estava vazio o baú quebrado
Nada estava riscado nas páginas amarelas do diário
com cadeado
Nada estava, nem lá, no fundo falso do armário trancado

Estava aqui no presente, ainda futuro
Sem saber-se distante
Nos traços a serem riscados no papel de hoje
Nas letras a serem escritas dos poemas de hoje
Nas notas cantadas das melodias das músicas de hoje
A procura que se cessa agora é o encontro esperado de antes


Nenhum comentário:

Postar um comentário