E tudo segue
com o som calado da voz que nada fala
com as palavras em silêncio da boca que cala
com o vão que escorre pelas paredes da vala
Tudo segue no vácuo
e sem ar as palavras insistem em se pronunciar
tudo ou nada, algo a esmerar
sem tempo, assento ou o que esperar
E tudo vai
no encontro desencontrado do que se procura
na doença sem sintoma que não se cura
no incomodo e na preocupação prematura
Inspirada hoje, hein poetisa? Lindíssimo tudo isso!
ResponderExcluirGK
às vezes publico textos que estao guardados há dias, semanas, meses... e um belo dia, decido postar... não é o caso deste, mas acontece muito. E obrigada!
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