Eles chamam de amor. Um amor puro, natural, que Ela não conheceu igual, que Ele não achou normal, mas ele veio, se instalou e por ali mesmo ficou. Hora Ele fica dúbio, hora Ela se irrita, hora tudo complica... Ele permanece vivendo, Ela continua sonhando, esperando, acreditando que amanhã será melhor, será mais fácil, mas, que dia é amanhã?
Tem quem ache que Eles nunca dariam certo, que Ele está louco, encantado, abismado... Há quem torça por Eles... Alguns dizem que é preciso tentar e deixar a felicidade entrar... Eles preferem não dizer nada, preferem beijos em meio às palavras não ditas, vividas, de um amor que não se explica. Ela espera, Ele espera, esperam por coisas diferentes, presenças ausentes, saudade de um dia só, que dói no peito, sem dó....
Juntos, problemas não existem, nem questões, nem confusões, nada, só alegria, gordices, risadas com os olhos e gargalhadas sinceras. Ele, ao lado daquela menina, é puro, inocente, um moleque que rola na grama e depois corre pro banho, afinal, isso não é higiênico... Ela, ao lado Dele, amadurece, cresce, pensa no futuro, faz planejamento financeiro, toparia até, por Ele, deixar de fazer algo corriqueiro. Juntos, Eles não são nada e são tudo, são felizes, e tristes por assim ser, mesmo que pareça um absurdo...
Seria isso um teste, uma prova, ou pesadelo ou coisa assim? Estariam eles exagerando e não é tão complicado assim? E, hoje, ontem e amanhã, não há nada que possa mudar o que sentem, é amor, sem favor, sem dor, só amor, mesmo, sem nada em troca, só amor... Ela o ama, Ele a ama, Eles se amam, e por este amor, têm paciência de cuidar... Não dá pra desistir da felicidade, não há quem consiga... E assim, Eles vão vivendo, sofrendo, chorando, bebendo, sentindo, partindo, chegando, voltando, levando... assim...
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