sexta-feira, 29 de junho de 2012

Mais uma das minhas mentiras


Daquela vez, deitados você, eu e a felicidade, naquela posição gostosa, quando meu queixo toca seu peito, eu disse que não teria medo... Eu menti, preciso confessar, tenho medo sim. Que pena, quero deitar, nos seus braços, seus abraços e sentir que eles são meus e me protegem de mim mesma.

Você, vez ou outra, me pergunta: "Você é feliz?", e eu digo que "sim" e essa tem sido a minha maior verdade depois que disse que te amo. Ainda lembro quando me disse pela primeira vez, quando seus olhos, lacrimejados, vermelhos de tentar o choro segurar, deixaram escorrer uma lágrima, em consonância com as palavras que saiam pela sua boca, então úmida. Lembro-me dos seus cílios molhados, ainda maiores, e da minha maquiagem borrada, porque você, só você, me fez chorar, mesmo quando eu tentei olhar pra cima e a lágrima secar, inocência minha, não adiantaria. Não se pode impedir o coração de falar.

Eu menti pra você quando disse que sou forte, isso tem doído em mim... Essa foi uma das minhas mentiras pra você, comprovada pela minha fala depois de uma bebedeira qualquer em um dia qualquer, eu queria...

Você era meu único bem, além da minha bolsa, e das minhas jóias. Menti pra você e menti pra mim, na tentativa de acreditar, e quem sabe isso, verdade se tornar.

Eram os seus beijos e as palavras doces que secavam minhas lágrimas, simples como a simplicidade de um beijo bom. Quanto à minha mentira, não se preocupe, só quem acreditou fui eu...

Não estou bem, hoje, tenho vontade de gritar para o mundo sobre o bem você me faz... Hoje eu esqueceria qualquer coisa, até quantos anos tenho, só pra ver se o tempo da distância diminui. Mas, que ansiedade a minha, que agonia... Afinal... Está tudo igual...

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