quarta-feira, 6 de junho de 2012

Avião de papel

Viajei num avião de papel
Desvendando o céu
Do mar e deixar
Do querer do saber

Pousei em uma terra sem lei
Que eu mesma inventei

Quando desci
Nômades me receberam
Me comeriam
se canibais fossem

Se fossem muçulmanos
Me dariam o Alcorão
Quando estive na Índia
andei pela contramão

Não importa onde irei
Se comigo terei
A bagagem que eu sei
Pesei e não deu excesso

Sei do progresso
Do destino
Clandestino
Com passagem de ida
Sem certo regresso
Num avião de papel
Eu fui
Eu vou
Cheguei

Nenhum comentário:

Postar um comentário