terça-feira, 22 de maio de 2012

Comecei a escrever... peguei no sono...

Entre um bocejo e outro
Os sonhos vem
Sem demora, sem olhar a quem
A felicidade de um caminho torto
Me toca, sem perceber, sem revelar
Sem esvanecer, sem entregar
Sem pensar em qualquer desgosto

Entre um bocejo e outro
E um pernilongo morto
De um tapa que se dá
Pra acabar com o zunido
Que incomoda o ouvido

Entre um bocejo e outro
O telefone toca
A mão amolece
O olho pisca forte
Até que se fecha
Qualquer um, então, adormece
A televisão se apaga
Bebo um copo d'água
E o sono toma conta


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