quarta-feira, 2 de maio de 2012

Caso ao acaso

Pode ser que me perca
Pode ser que escureça
Mas, caso ao acaso, aconteça
Que você se enobreça
Que você não se esqueça
Que tenha a certeza
De que me teve
Que hoje me tem
Hoje, que acaba a meia noite
Do relógio do tempo
Que o tempo não sabe
Se vai ou se vem

Amanhã, não se sabe
Não sei eu, não sabe você
Na certeza certa do certo que se tem
Pouco ou nada, desse jeito, ainda se tem
Mas querer o que se quer, sem nada perder
É o mesmo que se enterrar, antes de morrer
Se pra ser feliz
Infeliz um dia, se há de ser
Mas nada, agora resta, só se resta viver
Sobreviver não mais interessa
Pois a felicidade, já disse, tem pressa
E ser feliz, é simples, quando a simplicidade é o que resta

Nenhum comentário:

Postar um comentário