Pensando em algo bonito pra escrever, imaginei Ele, num daqueles momentos de "olhos nos olhos" e cafunés na cabeça, à meia luz, de uma forma que até poderiam sentir a respiração um do outro, disse a Ela: "Escove os dentes antes de dormir, tome banho frequentemente, não beba quando não estiver perto de quem confia para cuidá-la, principalmente quando eu não estiver por perto, acredite em mim e não tire este anel nem de brincadeira...". Ela ouviu tudo com muita atenção, quase como quem toma nota de algo importante, algo que nunca deverá esquecer. E tudo era mesmo muito importante, e olhando de fora, Eles estavam certos, Ele por aconselhá-la e Ela pela atenção despendida ao que Ele falara, Ela sabia, Ele sabia que, em algum momento, Ele poderia não estar por perto para lembrá-la de tudo isto, e Ela realmente esqueceria.
Sem estes conselhos, Ela não tomaria banho todos os dias, ou tomaria dois em um dia, e nenhum em outro, por ter um "bônus", uma espécie de "vale-banho" adquirido no dia anterior. Ela não almoçaria todos os dias, só pelo "desprazer" de comer sozinha, e pela falta que fariam as piadas de alguém sobre suas "gordices" constantes. Sem os lembretes Dele, talvez Ela tomasse um porre daqueles que não se segura em pé, e depois chorasse de ressaca moral e de saudade, a saudade tamanha, que só os bêbados, em certo grau, têm. Ela jamais esqueceria de acreditar em alguém, principalmente a quem se quer bem, isso Ele nem precisaria dizer. E depois dos conselhos, Ela também não tiraria aquele anel, mesmo que fosse de plástico como os que vem de brinde em pacotes de balinha, e não tiraria, porque Ele pediu. E assim, Ela viveria, melhor eu diria, seguindo os sábios conselhos de quem lhe quer bem, mesmo que esta história seja de ficção, descreve bem como pensa um coração.
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