Lá vem a borboleta
Leve como a pluma
Daquelas guardadas na gaveta
Me admira olhar pra ela
Pela abertura da janela
Ao lado daquela, a mesma viela
Lá se vai você
Voando sempre bela
Brincando de Cinderela
Do conto de fadas
Que não tem fim
Ah, borboleta
Com quanta sabedoria você vive
E não há nada
Mesmo que tudo deslize
Que apague sua beleza
Nem mesmo a tristeza
Pesa a leveza
E a sua destreza
Vem, borboleta
Descansa seu tanto
Se afasta de tudo
Enxuga seu pranto
Senta no canto
Recolhe seu mundo
Põe as asas pra cima
Sente a vida doce
Que nem laranja-lima
Nem que não seja, nem que não fosse
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