Posso contar o que vivi, sobre um sonho,
algo que nem imaginei
Posso escrever, mesmo sem querer
Sobre o que não fazer, o que não viver
Posso escrever sobre o mundo, as pessoas
Nada demais, coisa à toa
Escrever é tão possível, que se torna incrível
Com o desenrolar das letras
Às vezes, sinto-me sendo invisível
Confesso, vez ou outra, servem de muletas
Escrevendo o que eu penso ou não
Voando alto, ou ficando no chão
Pode ser sobre fulano, sicrano ou beltrano
Pode ser sobre mim ou você
Pode ser sobre nós
Pode ser sobre vós
Pode ser sobre aquilo
Ou sobre nada
Pode ser sobre tudo, coisa banal, qualquer absurdo
Pode ser sobre o passado, presente, futuro
Pode ser sobre coisa qualquer que eu decidir ir a
fundo
Pode ser sobre ela, Maria, Joana, Floriana
Pode ser sobre ele, Joaquim, José ou João
Pode ser sobre um sim, pode ser sobre um não
Antes de hoje, outro dia vivi
Querendo ou não, se resume aqui
Outros momentos, sensações eu senti
Afinal, no passado estava o prelúdio
Do que viria, do que eu acreditava
As letras então, se tornaram meu simples refugio
A transparência, um pouco, do muito que se passara
Pode ser o que parece
Pode até merecer uma prece
Pode ser fantasia
Pode ser ironia
Podem ser tantas coisas
E ao mesmo tempo
Que, até eu, às vezes, me atormento
Posso ter pensado em você ao escrever
Seu nome pode ter passado longe, é, pode ser
Pode ser mentira, pode ser verdade
Pode ser hipocrisia, pode ser vaidade
Pode ser o que eu quiser
Na medida em que eu permitir
Pode ser quando der
Pode ser quando sumir
Nenhum comentário:
Postar um comentário